Novembro: o mês da comunhão dos santos - Corrispondenza romana
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Novembro: o mês da comunhão dos santos

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(Roberto de Mattei, Dies Iræ – a 04 novembro) O mês de Novembro iniciou com duas importantes festas litúrgicas: a dos santos e a dos defuntos.  A 1 de Novembro, a Igreja celebrou a festa dos santos. Aqueles de quem o Apocalipse canta: «Depois disto, apareceu na visão uma multidão enorme que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé com túnicas brancas diante do trono e diante do Cordeiro, e com palmas na mão. Aclamavam em alta voz: “A salvação pertence ao nosso Deus”» (Ap 7, 9-10). É a Igreja triunfante no Paraíso, a Igreja dos santos, que são os nossos modelos, os nossos intercessores.     

No dia 2 de Novembro, a Igreja comemora os defuntos, dos quais diz São Paulo: «Irmãos, não queremos deixar-vos na ignorância a respeito dos que faleceram, para não andardes tristes como os outros que não têm esperança» (1 Ts 4, 13). É a Igreja purgante, das almas que sofrem, no Purgatório, à espera de poder entrar no Paraíso. E a fé ensina-nos que a libertação dos seus sofrimentos está, por meio da oração, nas nossas mãos.

A Igreja triunfante, no Paraíso, e a Igreja sofredora, no Purgatório, estão unidas à Igreja militante, formada pelos cristãos que vivem na terra e, juntos, formam uma única Igreja, o Corpo Místico de Cristo, a comunhão dos santos.

Cada uma dessas três Igrejas, a triunfante, a purgante e a militante, não é composta de almas singulares, mas forma uma verdadeira e própria sociedade, um Corpo Místico, inserido num amplo Corpo Místico que congrega as três Igrejas.          


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As almas do Paraíso não são apenas imensamente felizes porque conhecem Deus face a face, mas também são felizes porque se conhecem entre si, amam-se ardentemente; cada uma goza da felicidade e da glória das outras como se fosse a própria bem-aventurança. O amor reina soberano na sociedade celeste.

As almas do Purgatório não só se relacionam com os fiéis da terra, mas também vivem em sociedade, também se conhecem entre si, amam-se e ajudam-se como irmãs. Os nossos entes queridos não vivem, portanto, isolados no Purgatório, mas têm relações familiares entre si. O Purgatório, dizem os teólogos, é o reino da caridade fraterna. 

Mesmo a Igreja militante, da qual fazemos parte, não é constituída por almas individuais, mas é uma sociedade constituída por todos aqueles que, com o Baptismo, foram incorporados a Cristo e professam a fé católica. Mas, enquanto todas as almas do Paraíso e do Purgatório fazem parte da comunhão dos santos, dentro da Igreja militante apenas os fiéis que estão em estado de graça participam plena e completamente da comunhão dos santos: apenas eles podem ajudar-se espiritualmente, comunicar os méritos, as satisfações e os frutos da oração.


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Os pecadores, apesar de fazerem parte da Igreja militante, não podem participar nesta troca de méritos, de satisfações e de orações, porque estão privados da graça divina, ao contrário dos justos, de Abel ao Bom Ladrão, que, embora não façam parte da Igreja militante, que ainda não tinha sido fundada, mereceram a graça do Paraíso e, agora, são membros da Igreja triunfante. Por isso, diz São Gregório, a comunhão dos santos tem as suas origens em Abel e abrange todos os justos, desde Abel até ao último dos eleitos no fim dos tempos.

Por conseguinte, na comunhão dos santos a situação mais difícil é, precisamente, a dos membros da Igreja militante, que devem combater valentemente pela sua salvação. Porque quem está no Purgatório, apesar dos sofrimentos, tem a certeza de alcançar, no Paraíso, a felicidade eterna, enquanto ninguém na terra tem essa certeza até ao momento revelador da morte. A vida eterna é oferecida a todos, desde que coloquem em prática a lei do Senhor, mas nem todos aceitam esta lei, nem todos se esforçam para cumpri-la, nem todos se entregam a Deus para cumpri-la, e sem a ajuda de Deus não é possível observar a Sua lei. É Deus quem nos salva, mas com a nossa ajuda. Sem a Sua ajuda, nenhuma força humana nos salvará.       

A vida é, pois, uma batalha para conquistar aquela coroa que é prometida a quem luta e, com a ajuda de Deus, vence. Nós somos soldados que, independentemente das feridas, do suor e da lama de que estamos cobertos, queremos continuar a combater, para conquistar a coroa que nos foi prometida (2 Tm 4, 8). Por isso, no mês de Novembro pedimos uma especial ajuda aos santos e aos defuntos, aos quais renovamos as nossas orações.   


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