A demissão do Cardeal Marx. O que pensar? - Corrispondenza romana
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A demissão do Cardeal Marx. O que pensar?

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(Roberto de Mattei, Dies Irae – Junho 07, 2021) A renúncia do Cardeal Reinhard Marx do cargo de Arcebispo de Munique e Freising causou celeuma. O Cardeal Marx é considerado um dos homens mais próximos do Papa Francisco e foi quem iniciou o chamado “caminho sinodal” da Igreja alemã para distanciá-la ainda mais do ensinamento tradicional da Igreja. Este caminho sinodal parece ter chegado a “um beco sem saída” e o Cardeal Marx diz-se co-responsável.      

O purpurado alemão motivou a sua renúncia com o fracasso institucional da Igreja sobre a questão dos abusos sexuais de menores. «A crise – explicou na sua carta de renúncia – também é causada pelo nosso fracasso pessoal, por nossa culpa. Isso aparece-me cada vez mais nitidamente quando olho para a Igreja Católica em geral e não só hoje, mas também com referência às décadas passadas. Parece-me, e esta é a minha impressão, que chegamos a um beco sem saída».         

A carta de demissão do cardeal envolve aqueles «representantes da Igreja (que) não querem aceitar esta co-responsabilidade e, portanto, também a partilha de culpa da Instituição».          

Um atento observador, Giuseppe Nardi, observou que o destinatário desta partilha de responsabilidade parece ser o Cardeal Rainer Maria Woelki, Arcebispo de Colónia, que lidera a minoria antimodernista na Conferência Episcopal Alemã. Certamente é verdade, mas há também um outro representante da Igreja que é considerado pelo Cardeal Marx co-responsável pelo fracasso do caminho sinodal, e é o próprio Papa Francisco.      


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A demissão do Cardeal Marx parece expressar a desilusão da Igreja alemã pelas falhadas reformas do Papa Francisco sobre questões como o celibato dos sacerdotes e a ordenação sacerdotal das mulheres. Assumindo as próprias responsabilidades, o Cardeal Marx parece convidar o Papa Francisco a assumir as suas.     

A renúncia do cardeal é também uma provocação à Congregação para a Doutrina da Fé, que para os bispos progressistas alemães é culpada por travar as reformas do Papa Francisco.        

A Congregação para a Doutrina da Fé deveria manifestar-se sobre a Kirchensteuer, a taxa que todos os católicos na Alemanha são obrigados a pagar a favor da Conferência Episcopal, sob pena de excomunhão. Na Alemanha, pode-se abençoar as parelhas homossexuais sem incorrer em sanções canónicas, mas se não se paga a taxa aos bispos, é-se, de facto, excomungado. A Conferência Episcopal decretou, efectivamente, que quem se recusar a subscrever a Kirchensteuer não se poderá confessar, receber a comunhão ou o crisma e, no momento da morte, não poderá ter um funeral católico. O critério de pertença à Igreja Católica, em vez de se basear na fé que cada católico recebe com o baptismo, é reduzido ao pagamento de uma taxa, que faz da Conferência Episcopal Alemã o mais poderoso organismo burocrático da Igreja no mundo. Hereges e cismáticos notáveis, incluindo sacerdotes e bispos, não são sancionados, enquanto a excomunhão é aplicada a um acto contra o qual o Direito Canónico não prevê pena alguma.       


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A 18 de Janeiro de 2020, em concomitância com o início do chamado Caminho Sinodal, realizou-se, na Odeonsplatz de Munique, uma manifestação internacional dos católicos de Acies Ordinata, na qual foi solicitado o fim da Kirchensteuer e o Cardeal Marx foi colocado sob acusação pela sua responsabilidade em conduzir os católicos alemães à heresia. Depois de quinze meses, o processo sinodal está em crise e chegou a renúncia do Cardeal Marx. Talvez tenha chegado a hora de acabar também com o escândalo da Kirchensteuer.           

O Cardeal Marx permanece naturalmente bispo e cardeal, mas, dada a sua idade relativamente jovem (tem 68 anos), está destinado a desempenhar um papel de “grande eleitor” no próximo conclave, onde, apesar de não ter a possibilidade de ser eleito Papa, será um ponto de referência para o alinhamento progressista. O pontificado do Papa Francisco já está a chegar ao fim e o próximo conclave permanece a última esperança para aquele que o Cardeal Marx espera que seja o “novo reinício da Igreja”. Mas o próximo conclave será também um encontro decisivo para aqueles que compreenderam que catástrofe para a Igreja representa o “novo reinício” esperado pelo Cardeal Marx e pelos seus seguidores. É hora de união, não de divisão das forças, para aqueles que querem combater o bom combate em defesa da Igreja e da Verdade do Evangelho!


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