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50 Anos da Humanae Vitae. Roberto de Mattei Avalia

(Thyself, o Lord – 25 de julho) O renomado historiador católico Roberto de Mattei fez uma interessante análise da Humanae Vitae que celebra 50 anos hoje, no dia de Santiago Matamoros (Santiago de Compostela).

De Mattei argumentou que a Humanae Vitae deve ser exaltada pois ficou do lado do “imutável direito natural”, no momento em que a Igreja estava sob forte pressão de dentro e de fora para liberar medidas contraceptivas e até abortivas. 

Mas ele considera que a Humanae Vitae não foi profética, não previu o futuro iluminado pela graça divina, pois o problema atual não é o aumento populacional, mas, pelo contrário, o colapso demográfico e a Humanae Vitae aceitou que as famílias fizessem restrição à procriação por meio de “paternidade responsável”. 

Ele tem razão nesse aspecto. Inclusive, “paternidade responsável” hoje em dia é um dos termos preferidos dos defensores do aborto. Até a maior clínica de aborto dos Estados Unidos lembra esse termo, é chamada Planned Parenthood. E a ONU vive usando esse termo para defender aborto e métodos contraceptivos.

Mattei também considera que Paulo VI errou ao colocar no mesmo patamar o caráter unitivo do casamento (relacionamento do casal) com o caráter procriador. De Mattei ressalta que o caráter de procriação vem em primeiro lugar, respaldado pela Bíblia e pelas próprias palavras de Paulo VI previamente à Humanae Vitae

Acho que a Humanae Vitae pode ser defendida neste último aspecto pois logo no início mostra que o ponto é a defesa da procriação dentro da família.

Ele também comentou sobre como foi o processo de elaboração da Humanae Vitae, em que a Igreja brigava internamente, entre aqueles que defendiam os métodos de contracepção e até o aborto e aqueles que ficavam do lado da Tradição e da Bíblia na defesa da vida e do casamento.